Caríssimos(as) Leitores(as),
Começo o artigo com a seguinte pergunta: pode o GNU/Linux ser um sistema amigável? E não faço questão nenhuma de respondê-la, mas sim fornecer meios para que formulem suas próprias respostas.
É perfeitamente normal que um leigo no assunto logo se preocupe com a interface de linha de comando. Afinal de contas, nesta interface não é possível reproduzir vídeos ou músicas, visualizar imagens, rodar a maioria dos jogos, abrir planilhas ou apresentações, entre muitos outros recursos comuns no dia-a-dia da maior parte dos usuários de computador. E devo dizer que é muito importante que um usuário tenha medo de mexer com o que não conhece, pois é em usar a interface de linha de comando sem o devido conhecimento que a maior parte dos usuários se prejudica.
Por mais útil e importante que seja a interface de linha de comando, ela é um recurso adequado somente para usuários mais experientes, que a conhecem bem. Para usuários novatos existe não apenas uma, mas várias interfaces gráficas diferentes. Cabe a você escolher qual interface utilizar. Apenas para garantir que não haverá confusões, devo esclarecer que quando digo interface gráfica, me refiro ao conjunto de janelas, ícones, ponteiro do mouse, menus interativos, etc. Essas interfaces facilitam o uso do sistema, deixando-o intuitivo para o usuário final.
Para melhor entender o que é uma interface gráfica, vejamos a imagem abaixo:
O kernel Linux (núcleo do sistema) gerencia todos os recursos da máquina, deixando o computador em pleno funcionamento. A camada do meio (Shell) interpreta os comandos utilizados, logo ele representa a interação do usuário com o sistema. A camada mais externa (Graphical User Interface, ou seja, a interface gráfica) nada mais é que um artifício criado para facilitar o uso dos comandos. Em outras palavras, os cliques e a abertura ou o fechamento de janelas são comandos executados de forma transparente. Assim o usuário não percebe, mas está executando comandos do Shell.
Os novatos podem não saber, mas é possível não apenas escolher qual interface gráfica utilizar mas também instalar mais de uma e alternar entre uma e outra. Ainda assim, para quem está começando o ideal é escolher apenas uma. Cada distribuição do GNU/Linux tem sua interface gráfica padrão, que é instalada junto com o sistema, logo a escolha da interface gráfica geralmente tem forte influência na escolha da distro a ser usada.
Existem muitas interfaces para GNU/Linux, mas duas delas merecem um destaque especial: GNOME e KDE. Essas são interfaces bem antigas e evoluíram bastante com o tempo. Naturalmente elas adquiriram muitos recursos e com isso foram ficando mais exigentes com o hardware em suas últimas versões, o que abriu espaço para outras interfaces mais leves, como XFCE e LXDE, que também são amplamente utilizadas. Dentre todos os critérios possíveis para a escolha de uma interface gráfica o que considero mais importante é se o usuário se sente à vontade no uso do sistema ou não. Não adianta oferecer uma infinidade de recursos se o usuário não gosta da interface ou não consegue usá-la.
A forma mais plena de se conhecer uma interface é usando, portanto faço a sugestão aos que quiserem e puderem, de que experimentem essas interfaces, usando distros diferentes, de preferência, como já expliquei em artigos anteriores. Ainda assim, ver imagens ou vídeos referentes a essas interfaces gráficas já dá uma boa noção de como elas são. Também sugiro que visite os sites referentes a essas interfaces (os links estão disponíveis nos menus laterais).
Além das interfaces existentes, novas interfaces podem surgir, cada uma com seu diferencial. E todas elas poderão mudar e se adaptar às necessidades dos usuários, principalmente por se tratar de software livre. As possibilidades de interface são infinitas.
Portanto, encerrando o artigo de hoje, refaço a pergunta: pode o GNU/Linux ser um sistema amigável? Pesquise, observe, teste e tire suas conclusões.
